Na formação defensiva, podemos dizer que não havia definição. É isso mesmo. Aparentemente, um posicionamento de 4-5-1, em zona passiva. Na prática, o que ocorria era a marcação individual por setor, que se confundia com uma marcação individual simples. Em nenhum momento esboçou uma marcação adiantada ou um pressing. Os jogadores que não acompanhavam aqueles que estavam marcando, acabavam gerando espaços para o adversário. A marcação de bolas paradas não passou por treinamentos, o que ficava claro na bagunça na área durante essas jogadas, e na tentativa de organização do goleiro Dida. A saída de bola era feita tirando-a da zona de pressão.

Nos três contra-ataques, por duas vezes a bola foi recuperada em seu setor defensivo, próximo a área, enquanto apenas um foi realizado a partir de recuperação de bola na intermediária de ataque. Muito pouco em quatro jogos.
Contra o Japão, o melhor jogo. 18 finalizações, sendo duas provenientes de contra-ataque, quando jogaram os laterais Cicinho e Gilberto, além de Robinho no lugar de Adriano.
Contra Gana, a equipe enfrentou uma equipe que marcava em linha, aproveitando-se para jogar um futebol mais vertical, pois o adversário não dava espaços para troca de passes laterais. Gana finalizou muito mais do que as 9 finalizações do Brasil. No final, 3 X o, apesar das chances perdidas pelos africanos.
Contra a França, disparado o pior jogo do Brasil, que finalizou apenas 6 vezes, sendo 4 nos últimos 10 minutos, quando a França recuou para defender o placar de 1 X 0. Três dessas finalizações foram provenientes de bola parada. Ronaldo tentou, com três finalizações. Robinho entrou e melhorou a equipe. Não adiantou. E a culpa foi de quem. Para mim da marcação individual, que frente a grandes jogadores como Zidane e Henry, foi desmantelada, com seus dribles e inteligência. E a falta de treinamentos para a defesa de bolas paradas apareceu no lance decisivo do jogo, na famosa coçada de joelho do Roberto Carlos. Crucificado, Roberto Carlos não foi o único que ficou parado na jogada. Além dele, mais quatro não se mexeram, entre eles Cafu e Ronaldo, deixando 4 franceses contra 3 zagueiros. De qualquer forma, se não fosse naquela jogada, a França continuaria dominando o jogo e mantendo as maiores chances de vitória.
Para encerrar, se alguém acredita que Roberto Carlos pode ser convocado para a Copa, segue a frase de Jorginho, atual auxiliar de Dunga, comentando a jogada do gol francês pela SporTV: “Não dá pra entender. É inadmissível o que aconteceu com Roberto Carlos, num momento tão importante...” Será que ele esqueceu?
Comente.
Realmente, espero que nosso atual tecnico, que nem quero citar o nome pra não atrapalhar o comentario, se preocupe realmente em treinar lances de jogo e não só valorizar ou procurar realizar treinos de capacidade fisica para saber quem esta melhor fisicamente ou não.
ResponderExcluirEspero que diferente do que já vimos em outras oportunidades esses treinos não fiquem reclusos somente a parte defensiva e meio campo de resgate, mas sim a ligação dos mesmos diretamente e criativamente com os armadores e atacantes.
No mais, se alguém acha que Andre Santos da espaço para Roberto Carlos ser convocado, ainda esta no tempo em que ele se consagrou no outro alvi-, o verde.
abs