sábado, 2 de janeiro de 2010

Copa 2006

2010 está começando, e sendo ano de Copa, vou postar algumas análises de jogos da última Copa, em 2006.

Nesse pimeiro momento, postarei uma análise feita em 2009, por mim e meu companheiro de UNICAMP, Moisés, na discplina "Aprofundamento em táticas de futebol", da partida de oitavas de final entre Itália e Austrália.


A Austrália utilizou com freqüência do ataque posicional. A foto mostra o jogador Sterjovski, um dos responsáveis pelo aumento da amplitude pelo lado direito do ataque. A equipe sempre ataca com boa amplitude, ocupando bem os 2 lados do campo. Pelo lado esquerdo, o responsável pela amplitude foi Bresciano.


Na Austrália, Viduka é o responsável pela profundidade da equipe que tenta levar a linha de 4 próxima a meta defensiva adversária.



Defensivamente a Austrália utiliza a marcação individual, que inicia no campo de defesa adversário, fazendo pressão na saída de bola italiana, quando os zagueiros centrais estão com a bola.


Ao recuperar a bola, a Austrália tentou sair jogando com calma, tirando a bola da zona de pressão e trocando passes curtos para chegar ao ataque. Passado os primeiros dez minutos, como essa forma de transição de ataque não funcionou, eles passaram a jogar com lançamentos em direção ao centroavante Viduka, que desviava as bolas áreas para seus companheiros, ou prendia a bola como pivô nas jogadas rasteiras.
A Austrália se organizava no ataque numa plataforma 3-3-3-1 e quando se defendia num 3-6-1.





Em alguns momentos a Itália montava um losango na marcação do homem com a bola, que um atacante italiano vinha por trás do jogador australiano, induzindo-o a entrar no centro de losango. Assim, os jogadores italianos marcavam as linhas de passe do jogador com a posse de bola, que tentava um passe mais longo e forçado, normalmente resultando em recuperação da bola pela seleção italiana.

A foto abaixo mostra o balanço defensivo feito pela seleção italiana bem compactada e com rápida basculação. A marcação, normalmente, era feita atrás de linha do meio campo, sendo que até chegar ao meio campo a Austrália tinha liberdade para trabalhar a bola.



Austrália não possui uma boa compactação defensiva, uma vez que utiliza a marcação individual, na razão de 1 defensor para cada atacante. Na jogada, apesar de não aparecer, tem um jogador italiano na ponta direita sendo marcado pelo jogador australiano do qual aparece a sombra.





Na Itália 7 jogadores participam da defesa em zona. Notamos que existem uma linha de 4 atrás e uma outra de 3 um pouco mais a frente muito bem compactada.



Na Itália, Gilardino e Toni se revezam na tarefa de dar profundidade a equipe. Quanto a amplitude a seleção italiana não é eficiente já que Perrotta pelo lado direito, e Grosso pelo lado esquerdo, revezam nas descidas ao ataque, Del Piero fecha pelo meio e os 2 atacantes jogam muito centralizados.

Em breve, mais análises da Copa 2006.

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