terça-feira, 13 de abril de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Hora de falar do Palmeiras
Goleiros: Marcos machucado e Sérgio atuando na maioria das partidas.
Laterais: Arce (craque em fim de carreira), Rubens Cardoso (campeão mundial com o Internacional), Leo Moura (“melhor lateral do Brasil” em 2008).
Zagueiros: Alexandre (aquele da voadora na Libertadores 2001), César (o chorão da Portuguesa, bom jogador), Leonardo (agora no Vila Nova).
Volantes: Galeano (inesquecível, aplicado), Paulo Assunção (hoje faz sucesso no Atlético de Madrid), Fabiano Eller (virou zagueiro, mas também atuava na lateral esquerda), Claudecir (fraquíssimo) e Flávio (esquecido, pelo futebol do interior paulista).
Meias: Zinho (craque em fim de carreira), Juninho (esquecido no futebol asiático) e Lopes que pouco atuava.
Atacantes: Christian (bom jogador), Muñoz (ídolo da torcida pela dedicação, mas pouco futebol), Itamar (desaparecido) e Nenê (craque na França, cogitado para disputar a Copa pela Espanha).
Alternavam bons jogadores, com craques em fim de carreira, como Arce, artilheiro da temporada com 15 gols, e jogadores fracos como Eller, Alexandre, Juninho, Claudecir, Itamar e Paulo Assunção, que até então não havia mostrado muito. Mas o mais importante, um time que não “deu liga” e que trocou de técnico por várias vezes: Luxa, PC Gusmão, Murtosa, Levir Culpi. E o resultado foi o rebaixamento.
Em 2009, o Palmeiras era considerado o virtual campeão. De repente, o Palmeiras cai de rendimento, já com o Tri-Campeão Muricy Ramalho. E no fim, nem uma vaga para a Taça Libertadores foi conquistada. Será que 2010 têm rebaixamento de novo?
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Brasil na Copa de 2006.
Na formação defensiva, podemos dizer que não havia definição. É isso mesmo. Aparentemente, um posicionamento de 4-5-1, em zona passiva. Na prática, o que ocorria era a marcação individual por setor, que se confundia com uma marcação individual simples. Em nenhum momento esboçou uma marcação adiantada ou um pressing. Os jogadores que não acompanhavam aqueles que estavam marcando, acabavam gerando espaços para o adversário. A marcação de bolas paradas não passou por treinamentos, o que ficava claro na bagunça na área durante essas jogadas, e na tentativa de organização do goleiro Dida. A saída de bola era feita tirando-a da zona de pressão.

Nos três contra-ataques, por duas vezes a bola foi recuperada em seu setor defensivo, próximo a área, enquanto apenas um foi realizado a partir de recuperação de bola na intermediária de ataque. Muito pouco em quatro jogos.
Contra o Japão, o melhor jogo. 18 finalizações, sendo duas provenientes de contra-ataque, quando jogaram os laterais Cicinho e Gilberto, além de Robinho no lugar de Adriano.
Contra Gana, a equipe enfrentou uma equipe que marcava em linha, aproveitando-se para jogar um futebol mais vertical, pois o adversário não dava espaços para troca de passes laterais. Gana finalizou muito mais do que as 9 finalizações do Brasil. No final, 3 X o, apesar das chances perdidas pelos africanos.
Contra a França, disparado o pior jogo do Brasil, que finalizou apenas 6 vezes, sendo 4 nos últimos 10 minutos, quando a França recuou para defender o placar de 1 X 0. Três dessas finalizações foram provenientes de bola parada. Ronaldo tentou, com três finalizações. Robinho entrou e melhorou a equipe. Não adiantou. E a culpa foi de quem. Para mim da marcação individual, que frente a grandes jogadores como Zidane e Henry, foi desmantelada, com seus dribles e inteligência. E a falta de treinamentos para a defesa de bolas paradas apareceu no lance decisivo do jogo, na famosa coçada de joelho do Roberto Carlos. Crucificado, Roberto Carlos não foi o único que ficou parado na jogada. Além dele, mais quatro não se mexeram, entre eles Cafu e Ronaldo, deixando 4 franceses contra 3 zagueiros. De qualquer forma, se não fosse naquela jogada, a França continuaria dominando o jogo e mantendo as maiores chances de vitória.
Para encerrar, se alguém acredita que Roberto Carlos pode ser convocado para a Copa, segue a frase de Jorginho, atual auxiliar de Dunga, comentando a jogada do gol francês pela SporTV: “Não dá pra entender. É inadmissível o que aconteceu com Roberto Carlos, num momento tão importante...” Será que ele esqueceu?
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Copa 2006
Nesse pimeiro momento, postarei uma análise feita em 2009, por mim e meu companheiro de UNICAMP, Moisés, na discplina "Aprofundamento em táticas de futebol", da partida de oitavas de final entre Itália e Austrália.
A Austrália utilizou com freqüência do ataque posicional. A foto mostra o jogador Sterjovski, um dos responsáveis pelo aumento da amplitude pelo lado direito do ataque. A equipe sempre ataca com boa amplitude, ocupando bem os 2 lados do campo. Pelo lado esquerdo, o responsável pela amplitude foi Bresciano.
Na Austrália, Viduka é o responsável pela profundidade da equipe que tenta levar a linha de 4 próxima a meta defensiva adversária.
Defensivamente a Austrália utiliza a marcação individual, que inicia no campo de defesa adversário, fazendo pressão na saída de bola italiana, quando os zagueiros centrais estão com a bola.
Ao recuperar a bola, a Austrália tentou sair jogando com calma, tirando a bola da zona de pressão e trocando passes curtos para chegar ao ataque. Passado os primeiros dez minutos, como essa forma de transição de ataque não funcionou, eles passaram a jogar com lançamentos em direção ao centroavante Viduka, que desviava as bolas áreas para seus companheiros, ou prendia a bola como pivô nas jogadas rasteiras.
A Austrália se organizava no ataque numa plataforma 3-3-3-1 e quando se defendia num 3-6-1.
Em alguns momentos a Itália montava um losango na marcação do homem com a bola, que um atacante italiano vinha por trás do jogador
australiano, induzindo-o a entrar no centro de losango. Assim, os jogadores italianos marcavam as linhas de passe do jogador com a posse de bola, que tentava um passe mais longo e forçado, normalmente resultando em recuperação da bola pela seleção italiana.
A foto abaixo mostra o balanço defensivo feito pela seleção italiana bem compactada e com rápida basculação. A marcação, normalmente, era feita atrás de linha do meio campo, sendo que até chegar ao meio campo a Austrália tinha liberdade para trabalhar a bola.
Austrália não possui uma boa compactação defensiva, uma vez que utiliza a marcação individual, na razão de 1 defensor para cada atacante. Na jogada, apesar de não aparecer, tem um jogador italiano na ponta direita sendo marcado pelo jogador australiano do qual aparece a sombra.
Na Itália 7 jogadores participam da defesa em zona. Notamos que existem uma linha de 4 atrás e uma outra de 3 um pouco mais a frente muito bem compactada.
Na Itália, Gilardino e Toni se revezam na tarefa de dar profundidade a equipe. Quanto a amplitude a seleção italiana não é eficiente já que Perrotta pelo lado direito, e Grosso pelo lado esquerdo, revezam nas descidas ao ataque, Del Piero fecha pelo meio e os 2 atacantes jogam muito centralizados.
Em breve, mais análises da Copa 2006.
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Contratações do Corinthians
Felipe (25) ou Dida (36), Alessandro (30), Willian (33), Chicão (28), Roberto Carlos (36), Ralf (25), Elias (24), Tcheco (33), Danilo (30), Iarley (35), Ronaldo (33). Na média, com Felipe, 30 anos e com Dida 31.
Considero exagereada essa idade, principalmente pelas posições, embora alguns desses veteranos estejam em boa forma física.
Alessandro é lento pela lateral direita, e Mano Menezes tentou substituí-lo por várias vezes, mas faltou jogador melhor, e ainda falta, pois nenhum lateral direito foi contratado. Considero, atualmente, o Alessandro melhor como segundo volante.
Roberto Carlos era considerado um dos mais rápidos do futebol. Continua assim? Que é o seu substituto? Escudero? Será que está preparado para a pressão da torcida Corinthiana após passagem pelo Palmeiras e por ter sido considerado culpado na derrota da Seleção para França na Copa de 2006, no epísódio do Meião?
Tcheco é um jogador lento, e tem conseguido a maioria de suas assistências ou gols em jogadas de bola parada. Foi assim no Grêmio, onde deixou a movimentação com Souza. Mas se esperar isso de Danilo, o Corinthians terá muitas dificuldades. Só falta a contratação do Riquelme, e aí os torcedores podem preparar o travesseiro para dormir durante os jogos.
O ataque tem boa mobilidade apesar da idade elevadíssima dos atacantes. Ronaldo e Iarley se movimentam bem, principalmente quando tem vontade. No Brasileirão 2009 assistimos a jogos ótimos deles, com muita movimentação, e jogos em que foram anulados, e permaneceram inertes na busca por espaços para jogar. Por sua vez, falta um centroavante alto, cabeceador. As jogadas de bola parada são importantíssimas nessa competição.
A posição de médio-defensivo ou volante carece de experiência. Elias e Ralf são imaturos para uma Taça Libertadores. Elias se escondeu em jogos difíceis pelo Corinthians, enquanto Ralf nunca jogou por um grande clube.
Portanto, considero ainda pedentes no Corinthians, principalmente, as contratações de um lateral direito para ser titular, um volante mais experiente e um atacante alto para a bola parada, além de um bom reserva para Roberto Carlos e um meia mais veloz.
Se confirmarem as contratações de Vitor e Julio César do Goiás, Henrique ex-Palmeira e Coritiba, ou Breno ex-São Paulo, já melhora e muito o grupo. Caso contrário, tenho algumas sugestões. Foram jogadores que vi jogando ontem na despedida de Danrlei. Arce para a lateral direita: contina batendo muito bem na bola; Dinho como volante: tem experiência e continua batendo nos adversários como antes; e Jardel: diz que continua jogando profissionalmente, apesar da barriga, fez doi gols, sendo um de cabeça.
Vamos aguardar...
Milan X Palermo
Palermo venceu por dois a zero com show de Fabrizio Micoli, fazendo o primeiro gol e jogada magnífica no segundo. Vale a pena ver a jogada desde o início.
Agora, em tempos de Copa do Mundo vamos falar dos jogadores brasileiros:
Ronaldinho Gaúcho fez um primeiro tempo muito bom, de acordo com o seu novo estilo, de pouca fintas e muita qualidade na armação das jogadas. Fez grandes passes e lançamentos, que não tiveram boas conclusões.
Alexandre Pato entrou no segundo tempo, após o primeiro gol do Palermo. E entrou muio mal, errando demais e perdendo um gol feito no finalzinho.
Fabio Simplício fez uma grande atuação, fazendo parte da armação da equipe do Palermo. Fez grandes lançamentos, mostrando que melhorou muito tecnicamente, e quem sabe, não mereça ainda uma oportunidade na Seleção Brasileira, apesar de Dunga se mostrar satisfeito com Felipe Mello, Gilberto Silva, Josué e Ramires. Não que o Fabio venha a jogar muito mais que os citados, mas está no mesmo nível. Seria uma grande contratação para qualquer time brasileiro, se for aproveitado da forma que joga no Palermo, e não como jogava no São Paulo, como primeiro volante.
Dida não comprometeu no jogo, pois os gols foram indefensáveis. Torço para que ele fique bem longe da Seleção, mas que venha disputar a Taça Libertadores, assim o Corinthians terá dois goleiros da mesma qualidade...