Chama a atenção de todo a boa campanha do Avaí no Brasileirão, após um início fraco. Desta forma, venho analisando jogos dessa equipe, e após o primeiro vídeo, verifiquei:
A equipe tem jogado num 3-6-1 para defender e um 3-4-3 para atacar. Utiliza três zagueiros, dois volantes, dois alas(atacante improvisado nos últimos jogos pela direita), dois meia(Marquinhos e Muriqui) e um atacante. Quando ataca, Muriqui e Luiz Ricardo(tem jogado na ala) funcionam como atacantes efetivos, acompanhando William, enquanto Marquinhos arma o jogo, tendo apoio do bom lateral Eltinho e dos volantes, principalmente Léo Gago.
A equipe marca de forma mista. Os jogadores permanecem marcando por zona até que algum adversário entre em sua área de cobertura. Diria que é mais individual do que mista.
Fora de casa, após um início onde predomina a proteção de sua área afastando a bola da zona de perigo, os jogadores procuram subir a marcação, tendo como predominante o princípio operacional de recuperar a posse de bola. Costumam fazer pressing quando possível, e assim recuperam a posse de bola mais perto da zona defensiva adversária. Se dividirmos o campo horizontalmente em quatro partes iguais, sendo a mais próxima da área defensiva do Avaí a zona "A" e assim até chegar a zona "D", a mais próxima da área defensiva adversária, pude constatar que:
Marcando pressign: 90% das recuperações acontecem entre B e D
Marcando individual ou zona passivamente: 42 % acontecem nessa mesma área
Com a posse de bola, a equipe tenta iniciar o contra ataque. Se houver qualquer problema, passa a construir um ataque posicional, permanecendo com a bola por bastante tempo. Utiliza passes curtos, controlando a velocidade da partida.
Bom por hoje, é isso.
É muito pouco ainda, pois pouco foi estudado. Falta muito para entender como o técnico Silas tem conseguido fazer jogadores que renderam muito pouco em outras equipes, renderem tanto no Avaí.